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250 Anos da Basílica Nosso Senhor Bom Jesus do Bonfim
Por Danielle Ruas
Salvador possui muitas igrejas. Entre elas, porém, uma é especial. Trata-se da “mansão da misericórdia”, nome popular da Basílica do Nosso Senhor Bom Jesus do Bonfim que, mais que um tempo religioso, é um ícone da fé baiana e do povo brasileiro. “Em seu ádrio, acontece, todos os anos, uma das maiores festas religiosas do país: a lavagem das escadarias do Bonfim. Sua fama é tanta que até o Papa João Paulo II visitou-a quando esteve no Brasil, em 1991”, explica o arquiteto Carlos Eduardo Maffaresi, que declara todo ano ir à festa.
Carlos explica que, a lavagem do Bonfim, na colina sagrada, é realizada na quinta-feira que antecede a festa do segundo domingo de janeiro. “É uma festa de caráter sincrético, na qual os ritos afro-brasileiros se misturam aos ritos cristãos, tendo como ponto alto a lavagem das escadarias e do ádrio".
A Igreja foi construída entre 1746 e 1754, com o objetivo de receber a imagem do Senhor do Bonfim vinda de Portugal. Quem a trouxe foi o capitão de mar-e-guerra Teodósio Rodrigues de Faria, que reuniu um grupo de católicos e fundou uma irmandade de leigos para difundir o culto. Muito tempo se passou, até que o templo foi alçado à condição de basílica, em 1927.
Semelhante às igrejas portuguesas dos séculos 17 e 18, a igreja possui belos afrescos e azulejos. “Em seu acervo, estão pinturas de diversos artistas baianos de renome como Antônio Joaquim Franco Velasco, José Teófilo de Jesus e Antônio Joaquim dos Santos, autor do entalhe da capela-mor”, relata o arquiteto.
As fitas do Bonfim, que já se tornaram uma tradição, datam no início do século XIX, quando eram conhecidas como ‘medidas’. Isso porque seu comprimento era idêntico à metragem do peito até o braço direitoda
Escrito por Danielle Ruas às 13h54
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O cacique branco do Xingú
Por Danielle Ruas
A história das relações entre brancos e índios no Brasil se divide em antes e depois de Orlando Villas Bôas. Em 50 anos de vida dedicados aos índios, o sertanista lutou para protegê-los, sendo considerado um dos grandes defensores dos direitos humanos do país. "Entre as muitas homenagens recebidas, por ocasião de sua morte, em 2002, a que mais teria apreciado seria o ritual Kuarup dos índios Xingu, celebrado em honra aos mortos respeitáveis pela tribo", explica Mateus Fonseca Jr, historiador.
O trabalho que desenvolveu com índios de diversas etnias - Kayabi, Juruna, Txucarramãe - serviu para impedir que diversas nações indígenas fossem exterminadas.
"Tudo começou com a expedição Roncador-Xingu, em 1943. Eles só conseguiram ser aceitos por terem se disfarçados de sertanejso", explica Mateus.
Um ano depois já haviam se tornado líderes do grupo que, durante 20 anos, desbravou 3.000 km de sertão, abriu mais de 1.500 trilhas, navegou 1.000 km de rio e prestou assistência a 14 tribos nativas. "Neese contato, Villas Bôas concluiu que forçar a integração não era a melhor solução para os índios . Sua sobrevivência estav diretamente ligada à posse da terra e ao direito de preservar sua cultura", afirma o historiador.
Mais tarde, juntou-se ao antropólogo Darcy Ribeiro, ao médico sanitarista Noel Nutels, entre outros nomes de destaque, e criou o Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, em 1961. Atualmente, lá vivem 4.000 índios, que falam oito línguas e ocupam 2,8 milhões de hectares.
Orlando Villas Bôas
Escrito por Danielle Ruas às 13h00
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O Festival Folclórico de Parintins
Por Danielle Ruas
Sem sombra de dúvida, o Festival Folclórico de Parintins, uma tradição de 80 anos, ao lado do Círio de Nazaré, é a maior festa popular do Norte do País. Nos dias 28, 29 e 30 de junho, a pequena cidade, que fica na ilha Tupinambarana, a 420 km de Manaus, no Amazonas, recebe cerca de 35 mil pessoas no Centro Cultural de Parintins, o Bumbódromo. É lá que se dá, desde 1988, o encontro dos dois bois-bumbás rivais: Caprichoso e Garantido. “Para a galera, não a meio termo: ou se é azul, ou se é vermelho”, explica a estudante de ciências sociais da USP, Karina Giusti.
Karina conta que quando um se apresenta, a galera do outro permanece em completo silêncio, “um silêncio cheio de significado, muita adrenalina e uma boa dose de malícia”.
O Caprichoso tem cor preta, com uma estrela azul na testa. O Garantido é branco, com um coração vermelho na testa. “Quem comanda a evolução do boi é o tripa, escondido debaixo dos panos. Freqüentadora da festa há sete anos, Karina relata que ao som das toadas, ao toque das palminhas e ao ritmo do cateretê, do carimbó e das marchas, não há quem resista ao clima de magia das danças em círculo.
O ponto alto da festa é a encenação da morte do boi. Mãe Catirina, grávida, teve desejo de comer carne. Pai Francisco, para atendê-la, matou o boi patrão, que deseja vingança. Quem salva Francisco é o pajé, ressuscitando o boi.
O historiador Gabriel Marques, apesar de nunca ter ido a festa, diz que além de ser um ritual bem folclórico, é uma mistura bem brasileira. “Esse é um ritual amazônico em que o boi-bumbá da região, com suas tradições, lendas e rituais indígenas se misturou ao bumba-meu-boi nordestino, trazido com a leva de imigrantes, atraídos pela promessa de riqueza contida na extração da borracha, no final do século XIX”.
Dessa mistura, surgiu o espetáculo que se assemelha a uma ópera cabocla. Há também as figuras do folclore como o Curupira, a Sereia Iara e o Boto Tucuxi.
Escrito por Danielle Ruas às 12h43
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A capoeira escrava
Por Willian Correa
No Brasil, a capoeira foi introduzida pelos escravos angolanos. As péssimas condições em que os escravos viviam e o anseio pela liberdade favoreceu o surgimento dessa luta.
A capoeira combinava elementos de dança e de luta, acompanhados pela música do berimbau (um instrumento também de origem angolana) e foi usada por escravos como uma forma de defesa pessoal ou como um simples jogo, ou um tipo de divertimento.
O sociólogo Gilberto Freire, no livro “Sobrados e mocambos”, descreve a passagem do capoeira, a partir da transição da sociedade do senhor de engenho para a civilização urbana dos sobrados. “O forte do capoeira era a navalha ou a faca de ponta; sua gabolice, a do pixaim penteado e trunfa, a da sandália quase na ponta do pé quase de dançarino e a do modo desengonçado de andar. A capoeiragem incluía, além disso, uma série de passos difíceis e de agilidades quase incríveis do corpo, nas quais o malandro de rua se iniciava quase maçonicamente”.
O jogo da capoeira é um diálogo de corpos. Dois capoeiristas partem do "pé" do berimbau e iniciam um lento balé de perguntas e respostas corporais, até que um terceiro 'compre o jogo' e assim desenvolve-se sucessivamente até que todos entrem na roda.
Além disso, a capoeira tem um número relativamente pequeno de golpes que podem atingir uma harmoniosa complexidade através de suas variações. Os principais são: Cabeçada, Rasteira, Rabo de Arraia, Chapa de Frente e Costas, Meia Lua e Cutilada de Mão.
Escrito por Danielle Ruas às 11h43
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Vestimenta Gaúcha
Por Willian Correa
Nos primeiros tempos, os colonos açorianos, como todos os colonos ibéricos, portugueses e espanhóis trajavam o calção e a jaqueta. Esse traje era feito de fazendas, desde o algodão mescla, o brim, até o pano mais fino, segundo as posses de cada um.
A fusão das raças (açorianos, vicentistas ou paulistas, espanhóis e índios) contribuiu para que houvesse pequenas alterações no feitio, de gosto mais ou menos apurado, no botim de cano estreito, em vez de botina e na saia à balão das senhoras.
O traje mais usado entre os camponeses era a ceroula de crivo e o xeripá, tendo por cima uma espécie de couro curtido, chamado “tirador” ou então um outro couro da mesma espécie, porém mais estreito e com bolsos, denominados “guaiaca”, sendo tanto um como o outro abotoados por moedas de ouro ou de prata, ou por grandes botões de metal, fingindo moedas.
Como o gaúcho platino, o gaúcho sul-rio-grandense também usava a bota de couro de pernas de animal cavum, “garroteado” ou sovado, o botim, bota envernizada de couro da Rússia, enfim, botas de variados tipos.
Também nunca era encontrado sem o poncho pala, o poncho de pano que lhe servia de coberta e muitas vezes de casa improvisada , o chapéu mole de abas largas, o lenço de seda, as grandes esporas denominadas “chilenas”, de ferro, de metal branco ou de prata.
Porém cumpre observar que estes trajes eram mais generalizados na zona pastoril da então Província do Rio Grande do Sul. Os habitantes da Serra Geral, o povo agricultor, trajavam mais calças que xeripá e se notava nele outras diferenças no vestuário e mesmo nos utensílios de que usava.
A bombaixa é, atualmente, a parte do traje do gaúcho incompleto. Não é um artigo de vestimenta característica do verdadeiro gaúcho, pois ela não é originária da América do Sul e muito menos do “pampa”. É antes uma vestimenta turca, que, da Turquia foi importada para a Espanha e desta para o Prata e dali para o Rio Grande do Sul.
Escrito por Danielle Ruas às 11h23
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O genial Mestre Vitalino
Por Willian Correa
O ceramista popular, Vitalino Pereira dos Santos (conhecido popularmente como Mestre Vitalino) nasceu no dia 10 de julho de 1909, na cidade pernambucana de Caruaru. Foi com apenas seis anos de idade que iniciou a sua carreia na arte do artesanato de barro.
Além do talento indiscutível na confecção de cerâmica, Mestre Vitalino tornou-se um excelente músico popular, já que aprendeu a tocar pífano (espécie de flauta sem claves e com 7 furos). Ele explica da seguinte forma o envolvimento nessa área: “Fui aprendendo tocar pela cadência, tirando tudo do juízo”.
A sua obra é inspirada na riqueza do folclore nordestino, revelando o cotidiano do homem sertanejo. Além disso, os cenários rural e urbano também são enfocados através das obras: Cortejo nupcial, a Vaquejada, o Vaqueiro que virou cachorro, Boi transportando o vivo e o morto, Lampião a pé e Lampião e Maria Bonita.
Para a confecção das peças era utilizado o massapê, que se encontrava na vazante do rio Ipojuca e transportada em balaios para casa. O barro era molhado e deixado em depósitos por dois dias para ser “curtido”, sendo então amassado e modelado. As peças eram cozidas em forno circular, construído ao ar livre, atrás da casa.
O artista aplicava tons diferentes de cor em cada um dos bonecos. A produção da primeira fase, não possuía marca de autoria. Só mais tarde que passou a assinalar com lápis e tinta preta as iniciais V.P.S, atrás das peças e a partir de 1947 começou a utilizar o carimbo, também de barro, com as mesmas iniciais do nome de batismo.
Vitalino Pereira dos Santos morreu vítima de varíola em 20 de janeiro de 1963, na humilde casa onde morava, no Alto da Moura. A residência foi transformada na “Casa Museu Mestre Vitalino”, onde estão expostas mais de 130 peças. Os bonecos de barro de Vitalino são reconhecidos internacionalmente como obras de arte. É tamanha a fama que eles já foram expostos no Museu do Louvre, em Paris.
Escrito por Danielle Ruas às 11h20
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Zumbi: o eterno guerreiro
Por Willian Corrêa
Foi durante o auge da colonização portuguesa no Brasil, que os negros se uniram para lutar contra a escravidão. Tais movimentos de luta e reação contra as relações escravistas levaram a formação dos quilombos.
O quilombo era uma comunidade onde se reuniam os escravos que lutavam pela liberdade. De acordo com o historiador Clóvis Moura na obra Rebeliões da senzala, “Pequeno ou grande, estável ou de vida precária, em qualquer região em que existia a escravidão, lá se encontrava ele como elemento de desgaste do regime servil. Muitas vezes surpreende pela capacidade de organização, pela resistência que oferece”.
No começo do século XVII foi construído em Alagoas o primeiro Quilombo de Palmares, que chegou a concentrar mais de 20 mil negros. Em Palmares, além de escapar da escravidão, os negros refugiados tentavam recuperar suas raízes culturais. Eles plantavam, criavam animais e até produziam excedentes agrícolas.
A organização política de Palmares se assemelhava à de um reino africano. O governo era exercido por um rei e por um conselho. O primeiro rei foi Ganga Zumba, que negociou uma paz com os brancos e por isso perdeu o prestígio. Assassinado, Ganga Zumba foi substituído por Zumbi, o grande herói da resistência do quilombo.
Depois de várias incursões ao quilombo, Palmares foi finalmente destruído, em 1694, por tropas comandadas pelo paulista Domingos Jorge Velho. Zumbi conseguiu fugir, porém, em 20 de novembro de 1695, foi aprisionado e decapitado.
Todavia, a figura do grande herói negro Zumbi continua, até hoje, sendo o símbolo da luta negra contra o preconceito e o racismo no Brasil. Os negros elegeram 20 de novembro como o “dia da consciência negra”.
Para o coordenador do Centro Cultural Vladimir Herzog em Diadema, Reinaldo Leiva Santos, “O dia 20 de novembro é palco para manifestações e movimentos sociais contra a discriminação. Além disso, é a oportunidade de todos os brasileiros que se interessam em lutar por uma sociedade igualitária, democrática e unida”, enfatiza.
Escrito por Danielle Ruas às 10h14
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Os índios no Brasil
Por Eduardo Kasseb
Antes da descoberta do Brasil e a miscigenação de negros, brancos viviam os índios, hoje em dia muitas tribos sumiram e as poucas que existem vivem massacradas e sem alguns direitos devido a colonização e as grandes transformações étnicas que aqui ocorreram e faz dessa diversidade cultural a identidade do Brasil. Não podemos esquecer dessas tribos que são importantíssimas para firmar ainda mais a riqueza cultural e origem do nosso país.
Os índios, com características físicas diferentes da raça branca, espalhavam-se por todo o Brasil na época de seu descobrimento e estavam reunidos e organizados em tribos, que se dividiam conforme a língua, os usos e os costumes. As tribos indigenas mais importantes foram os tupis, taquias, caribas e nuaruaques. Estes eram os mais adiantados culturalmente, mas os tupis é que tiveram contato com os primeiros colonizadores. Os usos e os costumes dos índios eram bem diferentes dos europeus e variavam de uma tribo para outra. Ocorreu uma significativa mestiçagem entre os índios e brancos no início de nossa colonização. Por isso, muitos dos seus costumes fazem parte da cultura brasileira.
Escrito por Danielle Ruas às 09h46
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Os instrumentos usados na Capoeira
Por Eduardo Kasseb
Existem alguns instrumentos que são utilizados na capoeira, o mais conhecido é o berimbau, mas utiliza-se também: pandeiro, adufe e o atabaque. O berimbau é o principal instrumento musical da capoeira. É o único que, numa roda de capoeira, pode figurar sozinho, sem os demais instrumentos. Os afro-brasileiros o usavam em suas festas e sobretudo no samba de roda como até hoje ainda se vê.
O pandeiro entrou no Brasil por via portuguesa e se fez presente na primeira procissão que aqui se realizou, a de Corpus Christi, na Bahia, a 13 de junho de 1549. Depois, foi aproveitado pelos negros. Assim como o pandeiro, o adufe entrou no Brasil por via portuguesa entre os instrumentos africanos vindos para cá. O adufe foi também foi aproveitado pelos negros no Brasil, muito utilizado, porém hoje não se tem mais notícia de sua existência.
O atabaque é um instrumento oriental muito antigo entre os persas e os árabes, muito divulgado na África Os africanos já conheciam o atabaque, acredita-se que ao chegarem ao Brasil já o encontraram aqui, trazido pelos portugueses para ser usado em festas e procissões religiosas, como o pandeiro e o adufe. Desconhece-se a história de como passou a ser utilizado na capoeira.
Escrito por Danielle Ruas às 09h45
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A língua portuguesa no Brasil e África
Por Eduardo Kasseb
O português é uma das línguas oficiais da Comunidade Européia desde 1986. Em 1994, é criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa que reúne Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Brasil.
A língua portuguesa falada no Brasil sofreu influências africanas e mais tarde, de imigrantes europeus no centro – sul do país. Isso explica os diferentes modos e gírias que um mineiro, nordestino e gaúcho por exemplo possuem em suas regiões.
Já na África por exemplo a língua portuguesa se distancia do modo europeu e se aproxima muito do português falado no Brasil. Na África, o português é a língua oficial de cinco países: São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Angola. Nesses países, ele é utilizado na administração, no ensino, na imprensa e nas relações internacionais.
Escrito por Danielle Ruas às 09h39
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A Comunidade Italiana no Brasil
Por Eduardo Kasseb
Os italianos chegaram no Brasil em busca de uma vida melhor, hoje constitui umas das maiores comunidades de imigrantes que aqui chegaram e deixaram um pouco de suas estórias, costumes e cultura. A influência dos italianos marcou de forma definitiva o Brasil desde que esses imigrantes começaram a vir para cá no século XIX.
O resultado da vinda dos italianos para o Brasil pode ser sentido até hoje em alguns bairros, como o famoso Bixiga, em São Paulo; e em cidades inteiras, como Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Colônias como essas abrigam desde as tradicionais cantinas com pratos que já se misturaram à culinária do país.
Os italianos vinham para a terra chamada Brasil com o sonho de paz e prosperidade, viviam em seu país uma dura realidade: batalhões de desempregados e de camponeses sem terras que não tinham como sustentar sua família.
A Revolução Industrial na Europa acabou piorando essa situação, já que as máquinas provocaram a substituição do trabalho humano e com muito mais lucro e perfeição. Diante desse quadro, a solução encontrada por esses trabalhadores foi sair de seu país em busca de novas terras.
O norte da Itália foi de onde vieram a primeira leva de imigrantes, essa região passava por esse processo de industrialização muito forte. Já no sul do país esse progresso se deu apenas no início do século XX, tanto que a região norte é mais desenvolvida hoje em dia.
Escrito por Danielle Ruas às 09h36
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A cultura e origem do café
Por Eduardo Kasseb
O Brasil é conhecido por suas lavouras de café que fazem parte da história, economia e cultura do país. Uma das lendas aceitas sobre a origem do café conta que sua origem se deu quando o pastor Kaldi que viveu na Abnísia, hoje Etiópia, observou que suas cabras ficavam com uma energia extra ao mastigarem os frutos de coloração amarelo –avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio.
A partir daí o pastor resolveu experimentar esses frutos em forma de infusão percebendo que a bebida o ajudava a vencer o sono quando preciso. Esta descoberta se espalhou entre os monastérios criando assim a bebida que hoje tomamos de manhã, no fim da tarde e que chamamos de café. A origem do nome se deu na Arábia que foi a responsável pela disseminação do café no mundo, através da palavra qahwa que significa vinho. Por esse motivo, o café era conhecido como "vinho da Arábia" quando chegou na Europa.
O hábito de tomar café foi desenvolvido na cultura árabe. No início, o café era conhecido apenas por suas propriedades estimulantes e a fruta era consumida fresca, sendo utilizada para alimentar e estimular os rebanhos durante viagens. Com o tempo, o café começou a ser misturado com gordura animal para facilitar seu consumo durante as viagens.
Segundo o professor de História do Anglo de São Bernardo do Campo João Gianeti Castro “O café conquistou definitivamente a Europa a partir de 1615, trazido dos países árabes por comerciantes italianos. O hábito de tomar o café, principalmente em Veneza, estava associado aos encontros sociais e à música”.
Nos últimos anos, houve uma onda provocada pelas modernas máquinas de café expresso, que revolucionaram o hábito do cafezinho, permitindo um crescimento das cadeias de lojas de café.
Escrito por Danielle Ruas às 09h34
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A originalidade da Arte Mineira
Por Eduardo Kasseb
O ciclo de mineração em Minas Gerais possibilitou uma enorme concentração de riquezas transformando algumas cidades mineiras em verdadeiros centros urbanos da colônia. A primeira pintura de teto em Minas Gerais é realizada por Antônio Rodrigues Belo, em 1755, na capela da matriz de Nossa Senhora de Nazaré, em Cachoeira do Campo. A partir de então Minas avança como ativo centro artístico nacional.
O estilo dos artistas mineiros de então era o barroc sem contudo deixar de lado as formas brasileira. O escultor Aleijadinho, um dos principais nomes de nossa arte, talvez seja o nome mais conhecido dessa escola.
Na pintura destaca-se principalmente Manuel da Costa Ataíde, outros pintores mineiros do período foram Manuel Rebelo e Souza e Bernardo Pires, João Nepomuceno Correia e Castro. Ainda no século XVIII, fora desses centros, destaca-se João de Deus Sepúlveda com sua pintura "São Pedro Abençoando o Mundo Católico", em Recife, na Igreja de São Pedro dos Clérigos. Em 1800 há a primeira iniciativa de ensino de arte no país com a Aula Pública de Desenho e Figura, no Rio de Janeiro e seu regente, Manuel de Oliveira.
Escrito por Danielle Ruas às 09h33
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A nacionalização da Arte Brasileira
Por Eduardo Kasseb
A arte brasileira por muito tempo esteve ligada a influências vindas de fora como por exemplo arte européia que tinham suas idéias trazidas por pintores brasileiros que rodavam o mundo e traziam para as idéias e técnicas de fora. Almeida Júnior parece ter sido um dos primeiros a libertar-se das influências acadêmicas, realizando quadros como tipos e cenas brasileiras, sem idealizações neoclássicas.
A artista Anita Malfatti realizaria uma exposição que abalaria os padrões artísticos vigentes e reuniria jovens ansiosos por mudanças nas artes brasileiras e que acabariam por realizar a Semana de Arte Moderna, em 1922, na cidade de São Paulo.
Começava então o Modernismo brasileiro que procurava atualizar a arte brasileira e quebrar realizando trabalhos que nada devessem à arte européia de vanguarda que preservasse e valorizasse a cultura nacional. Por volta de 1960, vemos as últimas manifestações que podem ser consideradas pertencentes ao Modernismo, as décadas de 60 e 70 assistem a variadas tendências e estilos. A década de 80 assistiu um particular "boom" na pintura, principalmente em seus primeiros anos, com grande números de novos pintores e produções.
Escrito por Danielle Ruas às 09h30
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A pintura brasileira colonial
Por Eduardo Kasseb
A arte no Brasil colonial girava em torno da Igreja Católica e dos Cultos religiosos. Eram os jesuítas que aqui chegaram para catequizar os índios que faziam arte, eles foram os primeiros a recrutarem artesãos para a decoração de suas construções. A pintura começa a aparecer nas construções nordestinas, principalmente em Salvador, cidade que era na época a sede do Governo.
Essa vínculo de arte com a igreja se desprende no século 17 com pintores que começam a reproduzir a natureza brasileira. Franz Post que veio com a imigração holandesa no Nordeste foi o principal pintor dessa era de registro e costumes do nosso país.
Já no século 18 há uma regionalização da arte, particularmente no Rio de Janeiro por ser um dos centros que mais se desenvolviam no país. A partir de então pode-se falar em escolas distintas no país, como a fluminense, com pintores como José de Oliveira Rosa, Leandro Joaquim, com seus retratos e representações da cidade do Rio de Janeiro e Manuel da Cunha, com suas pinturas religiosas e retratos.
Escrito por Danielle Ruas às 09h28
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